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Sétima Reunião Ordinária - 05/09/2019

 

 

Setembro | Área de Enfoque | Educação Básica e Alfabetização


Alfabetização para todos


Quando nem doenças são capazes de impedir os horizontes que a educação proporciona.
Quando se fala em ser humano inspirador, muitos nomes vêm à mente. Geralmente, algum inventor mundialmente famoso, um religioso que dedicou sua vida salvando pessoas ou alguém que quebrou algum recorde. Estes estão sempre na mídia, sendo aclamadas por seus dons e talentos. São admiradas e servem de inspiração para outros.
Em contrapartida, muitas pessoas atuam no anonimato, desenvolvem grandes trabalhos e não recebem nenhum reconhecimento por isso, muitas vezes por preferirem não estar na posição de destaque.
É o caso de Carlos Camargo Costa, Presidente do Conselho Administrativo do Hospital GPACI, que trabalha há 16 anos de forma voluntária na luta contra o câncer infantil e conta com uma equipe diretora que está empenhada em criar projetos que gerem benefícios para quem depende do hospital.
O mais interessante, é que Carlos não se formou e nem atuou na área da saúde. Pelo contrário: sua primeira formação é jornalismo, área que atuou por muitos anos, inclusive na assessoria da Prefeitura de Sorocaba. Depois, apaixonado pela área da educação, se formou em Letras, e cultivando ainda mais essa paixão pela educação, fez Pedagogia e se especializou em Educação.
Atuou por muitos anos como professor do Ensino Médio e depois como diretor de ensino. Sua carreira totaliza quase 50 anos de muito empenho, dividindo seu tempo entre essas três profissões.
Ao se aposentar, percebeu que passava muitas horas em casa lendo e queria investir esse tempo de outra forma. Foi quando uma amiga, Maria Lúcia Neiva de Lima, até então a Presidente do Conselho Administrativo do GPACI, fez o convite para que Carlos entrasse no mundo do voluntariado e apoiasse o GPACI. A partir desse momento, muitas coisas mudaram.


Jornalista Nathália Silva: Até o momento, o que mais te marcou em toda a trajetória do Gpaci?

Presidente Carlos Camargo Costa: Muita coisa marcou, porque primeiro você trabalha para o bem-estar dessas crianças. Tenho contato direto com elas porque antes de vir para cá [prédio administrativo do GPACI], a gente ficava no mesmo prédio que eles. Temos até hoje contato com as crianças, com as mães, não dá para se afastar muito. O mais importante foi que a gente acreditava em um hospital de alegria, um hospital que pudesse trazer para eles, além da cura, humanização e um carinho, acolhimento, que muitas vezes eles não tinham devido a uma vida muito triste e difícil. Aqui, o atendimento é exclusivamente SUS, ninguém paga nada. O tratamento é gratuito, com todos os remédios, e existe aqui uma diretoria voluntária que se dedica a isso.


Nathália: Quais os principais projetos da instituição?
Carlos: Nós temos um projeto bem marcante que é o Projeto Classe Hospitalar. Funciona assim: nós conseguimos um contrato com a prefeitura, através da secretaria da educação, de criar aqui uma classe da Escola Municipal Dr. Getúlio Vargas. Os professores escolhem as aulas e as passam aqui para nossas crianças. Recentemente, incluímos até as crianças que estão no leito.
Nós temos aqui um espaço físico da classe hospitalar e outro onde fica o espaço da família. Nessa sala de aula, as crianças vêm, tomam suas medicações, fazem suas consultas e depois vão para a sala, como alunos comuns. Aqui eles têm aula de higiene, aula de acolhimento, é uma verdadeira escola. Muitos são alfabetizados aqui.
Quando a criança fica doente, a família inteira adoece. Então, trazendo essas crianças e esses pais aqui, a professora faz parte do tratamento. É um trabalho de inclusão social e eles só se libertam através da educação.


Nathália: Como vocês conseguem atender essas crianças que não podem sair do leito?
Carlos: Quando as crianças estão no leito, na UTI, não podem sair do quarto, a professora vai lá, conversa e vai dando a aula para eles. Quando, infelizmente, acontece o óbito dessa criança, temos certeza que elas crianças souberam que foram amadas. É a última chance de contato deles com a educação. Eu acredito na inclusão, nós trabalhamos com a inclusão.
As crianças têm aulas de todas as matérias básicas. Antes, quando eles vinham para cá tomar algum remédio ou realizar alguma consulta, não queriam nem entrar no ônibus. Nós atendemos 47 cidades da região, e o ônibus vai passando e pegando cada família para trazer aqui. Antes eles não gostavam de vir para cá para tomar sangue, tomar injeção, soro...Depois desse projeto, eles ficam ansiosos para chegar logo. Pegam a mochila com o material da escola e vem.
Para nós, eles não têm câncer, são alunos comuns. Temos um corpo docente muito dedicado. E isso é muito bom porque não é muito fácil conviver todo dia com a doença, com a finitude, com a morte, principalmente de criança. Mas nossa equipe consegue superar isso aí e levar adiante as suas aulas.


Nathália: Você acredita que esse projeto ajuda na recuperação das crianças?
Carlos: Ajuda sim. Se você for analisar que há uma teoria de que a mágoa, tristeza, solidão, deixa as pessoas doentes, então a recíproca é verdadeira: a alegria, o bem-estar, o acolhimento concorre para a sua cura. Se a tristeza adoece, a alegria cura. As crianças esquecem que são carequinhas, nós somos contra qualquer tipo de preconceito, qualquer tipo de bullying, todos são bem-vindos, inclusive os pais e as mães têm espaço.


Nathália: Como as famílias das crianças são atendidas em todo esse processo?
Carlos: Temos um espaço para os familiares onde eles podem descansar, tomar banho, recebem 5 refeições por dia, e ainda contam com acompanhamento psicológico. Essa mãe que fica esperando seu filho receber a medicação tem contato com outras mães, que juntas podem dividir seus problemas, compartilhar suas histórias, assistir televisão e esperar o tempo passar em um lugar confortável.
Existe um suporte muito grande para a família. A gente treina os nossos funcionários para tratá-los com carinho. Somos um hospital de terceiro setor, não temos patrão, não temos dono. Tudo o que é conseguido aqui é destinado a essas crianças.

Nosso custo mensal é de 1 milhão e 200 mil reais.

(...)
Fique ligado, a entrevista continua na próxima semana.

 


10/09 - Companheira Sandra Regina Vieira de Campos

11/09 - Companheiro Renato Augusto de Campos

11/09 - Companheira Daniele Cristiane Miguel 


 

 

Noticias da nossa intercambista Gabriela!

No último fim de semana, ele teve a oportunidade de conhecer a cidade de Parral, os seus monumentos históricos e até visitou uma mina. A jovem está vivendo experiências únicas e está amando! Vamos continuar torcendo e mandando boas energias para que ela saiba driblar a saudade daqui e aproveitar cada momento que lhe é proporcionado.

 

 

 

 

Companheira Sandra Campos - Pessoas em Ação

Mais de um milhão de rotarianos doam tempo e recursos pessoais para ajudar a eliminar a pólio. Todo ano, centenas de associados trabalham com agentes da saúde para vacinar crianças em países afetados pela doença. Eles também colaboram com os demais parceiros da Iniciativa Global de Erradicação da Pólio na organização e disseminação de comunicados em massa para aqueles isolados em decorrência de conflitos, situação geográfica ou pobreza. Além disso, recrutam voluntários, ajudam a transportar vacinas e fornecem o apoio logístico necessário.

 

 

 

18/09 - Reunião Onlie 20h00 - Preparativos do II Noite Italiana

22/09 - Seminário Distrital de Serviços à Juventude 

24/10 - Dia Mundial de Combate à Pólio 

01/12 - Visita do Governador 

 

Confira as fotos da nossa última reunião presencial 

 

 


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1

  • Jose Tadeu MatheusPresente

    por Jose Tadeu Matheus
    em 15/09/2019 12:36


  • Carolina Costa MarquesPresente!

    por Carolina Costa Marques
    em 13/09/2019 08:27


  • Mauricio Adriano van MelisPresente

    por Mauricio Adriano van Melis
    em 11/09/2019 05:17


  • Therezinha HoltzPresente!

    por Therezinha Holtz
    em 09/09/2019 21:09


  • Leandro Nobre de SiqueiraPresente

    por Leandro Nobre de Siqueira
    em 09/09/2019 07:49


  • Elcia Marcondes de AraujoPresente!!!

    por Elcia Marcondes de Araujo
    em 08/09/2019 09:27


  • José Antonio De MilitoOtima reunião e bela entrevista parabéns

    por José Antonio De Milito
    em 07/09/2019 21:59


  • Maria de Lourdes Mateus Fernandes FerrazÓtima reunião! Muito bom conhecer o que pensa quem está na diretoria do Gpaci. Exemplo de ser humano. Parabéns Sandra, Renato e Daniele!

    por Maria de Lourdes Mateus Fernandes Ferraz
    em 07/09/2019 20:43


  • José Lázaro FerrazPresente!!! Parabéns e Feliz Aniversário aos Aniversariantes!!! Sandra, Renato e Daniele!!! Muitas Felicidades!!! Saudações Rotárias!!!

    por José Lázaro Ferraz
    em 07/09/2019 19:44


  • Paulo Henrique Reis WancelottiPresente! Muito legal a entrevista com o Presidente do GPACI.

    por Paulo Henrique Reis Wancelotti
    em 07/09/2019 10:55


  • Renato Antunes OliveiraPresente !

    por Renato Antunes Oliveira
    em 07/09/2019 04:48


  • Sandra Regina Vieira de CamposPresente !! Tive o prazer de conhecer o Prof. Carlos. Pessoa adorável!!! Parabéns Nathália pela entrevista.

    por Sandra Regina Vieira de Campos
    em 06/09/2019 21:12


  • Artur Roberto MandlPresente, belo trabalho do GPACI

    por Artur Roberto Mandl
    em 06/09/2019 15:57


  • Juliana Cristiane Miguel CiardoPresente.

    por Juliana Cristiane Miguel Ciardo
    em 06/09/2019 12:35


  • Daniele Cristiane MiguelPresente!

    por Daniele Cristiane Miguel
    em 06/09/2019 10:33


  •  Ana Marli de Andrade de MilitoPresente

    por Ana Marli de Andrade de Milito
    em 06/09/2019 09:56


  • Maria Helena Jandreice RazeraPresente!

    por Maria Helena Jandreice Razera
    em 06/09/2019 09:25


  • Renato Augusto de CamposPresente !

    por Renato Augusto de Campos
    em 06/09/2019 08:05


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